Belíssima canção do Mercy Me, cujo título é “I can only imagine”. Realmente “Eu só posso imaginar” como será aquele grande dia, quando o nosso Senhor voltar em Glória. MARANATA!!!
Batismo nas Águas
Foi marcante na vida de muitos irmãos que desceram as águas do batismo…
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Os olhos de Deus estão sobre você!
De uma forma ou de outra, todos nós estamos sofrendo.
Cada pessoa na terra carrega sua própria carga de dor. Quando você está profundamente magoado, ninguém na terra pode desligar os seus medos interiores e profundas angústias.
Nem mesmo o melhor dos amigos pode compreender a batalha que você está passando ou as feridas infligidas em você.
Existe um bálsamo para o coração partido?
Existe cura para aquela profunda dor no seu interior?
Podem ser colocados os pedaços juntos novamente e o coração ser ainda mais forte?
Sim!
Absolutamente, sim!
E se não, então a Palavra de Deus seria uma farsa e Deus seria um mentiroso.
Isso não pode ser!
Deus não prometeu-lhe um modo simples de vida. Ele prometeu-lhe “uma maneira de escapar.” Ele prometeu ajudá-lo a suportar a dor. Ele prometeu força para te colocar de volta em seus pés quando a fraqueza faz cambalear.
Nosso Pai amoroso, disse: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.”(1 Coríntios 10:13).
O vosso Pai celeste cuida de você com um olhar firme. Cada movimento é monitorado. Cada lágrima é engarrafada. Ele se identifica com sua dor todos os dias. Ele sente todas as dores. Ele nunca irá permitir que você se afogar em suas lágrimas. Ele não permitirá a sua mágoa a deteriorar-se a sua mente. Ele promete vir na hora certa para enxugar suas lágrimas e lhe dar alegria para o luto.
Você tem a capacidade de fazer o seu coração se alegrar e ser feliz no Senhor.
Ele nos manda levantar e sacudir todos os medos que nos fazem duvidar.
Seus olhos estão em você!
Por: Pr. Alexandre
A Arte de Liderar
Desde os primórdios da humanidade a liderança sempre foi um fator de transformação de conceito, valores e paradigmas. Homens que foram instrumento de Deus e da humanidade e fizeram a diferença. Podemos destacar homens como Moisés, Elias, Eliseu, Davi, Salomão, Paulo, Martinho Lutero, Martin Luther King entre outros. A razão para não citar Jesus é porque seria muita covardia analisar seu perfil de liderança, seria fácil demais.
Também existiram pessoas que mudaram a humanidade com uma liderança negativa, homens com um carisma tão grande que levaram pessoas e nações a praticarem as maiores atrocidades, males inimagináveis, assassinos que transformaram pessoas comuns em genocidas. Nesse rol vale citar Napoleão Bonaparte, Hitler e até mesmo Osama Bin Laden.
Mas qual a marca de um líder? O que o torna diferente dos demais e qual o modelo de Deus de liderança bem sucedida?
Um líder chamado por Deus é uma pessoa consciente de suas limitações e isso o impulsiona a se aproximar de Deus. Essa proximidade gera transformação porque à medida que ele conhece o pai sua vida vai se transformando, ele vai se despindo de preconceitos e religiosidades, vai sentindo a dor de Deus em relação as almas perdidas, ele até anseia pregar às nações mas sabe que esse trabalho começa com o vizinho, com o parente, com o amigo.
Um líder chamado por Deus sabe daquilo que é em Deus, Eliseu era assim. A bíblia fala de um homem muito poderoso, Naamã o siro. Esse homem tinha uma escrava hebréia e tinha lepra (o flagelo da humanidade na antiguidade), certamente deveria ser um bom senhor pois sua escrava o queria curado. Essa menina falou de um Homem de Deus, Eliseu, o rei da Síria enviou Naamã e uma tropa de soldados portando uma carta ao rei de Israel solicitando que Eliseu curasse o herói deles. Sabemos que os siros e os israelitas sempre entravam em conflito e o Rei de Israel se desesperou, pois julgava ser um pretexto para um novo conflito. Quando Eliseu soube do acontecido enviou a seguinte mensagem: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.
Será que Eliseu era soberbo? Claro que não! Ele conhecia a Deus e sabia que era um instrumento dele. Tem um jogador de futebol que admirei muito: Romário. Ele era famoso por frases de efeito e era genial na pequena área. O que mais gosto de Romário é que ele sempre dizia: “deixa comigo que resolvo”, e resolvia mesmo. Hoje vemos lideres que precisam de auto-afirmação, de tapinhas nas costas, Eliseu não era assim, ele tinha consciência daquilo que era em Deus, sua intimidade o fazia ser diferente e de fato ele resolvia. Quando Deus escolhe alguém pra fazer morada aquela pessoa se torna reflexo dele em seu meio e essa presença o faz diferente, especial, ele não precisa fazer nada para chamar atenção, nenhum efeito especial, nem chavões, nem nenhum tipo de misticismo religioso, ele simplesmente é um homem de Deus e isso é evidenciado como um perfume, um aroma divino.
O líder guiado por Deus tem um coração de servo, passa por lutas e prova e até mesmo, em algumas ocasiões, desanima esmorece, mas a sinceridade dele para com Deus e a intimidade de Deus para com ele o fazem levantar sempre que cai, ele recomeça e se torna uma pessoa melhor, como foi o caso de Jó. Ter coração de servo não é abaixar a cabeça para hipócritas nem mesmo para dizer amém pra tudo, ter coração de servo é estar sempre a disposição dos fracos e necessitados, é inclusive ajudar até mesmo os mais ferrenhos perseguidores, é servi a Deus sendo luz na vida das pessoas.
Hoje em dia liderança é muito confundida com chefia, com jugos e ditadura religiosa, um líder segundo o coração de Deus não teme a discordância, ele até a acha saudável, pois não tem nada a perder com ela, pois, se ele estiver certo ele pode ser um instrumento de Deus para solucionar problemas com aqueles que discordam dele, é uma oportunidade de ensinar a forma correta de fazer as coisas, pois somos todos os dias bombardeados com idéias pré-concebidas que não refletem o caráter de Deus. Se ele estiver errado a discordância pode convencê-lo de seu erro, pois a voz discordante é um instrumento de Deus para ele. O home segundo o coração de Deus sempre está disposto a aprender coisas novas e não tem medo de perder sua posição porque quem o colocou ali foi Deus e é ele quem o respalda. Davi é um exemplo disso, quando foi ungido rei por Samuel soube esperar a hora de Deus para o cumprimento de suas promessas.
As horas que passava pastoreando suas ovelhas no campo cantando seus salmos de adoração a Deus foram uma preparação para assumir a nação israelita, as horas que passava com Deus em conversas diárias, pois eu creio que Deus descia pra receber o louvor de seu servo e ensiná-lo, o fizeram ser o grande rei que foi. Davi não mandou matar Natã por jogar na sua cara seu pecado nem temeu a perda do reino pelas mãos de seu filho Absalão.
Líderes como Napoleão, Hitler e Osama Bin Laden são formados nas mais sinistras idéias satanistas, possuem um poder de sedução fora do comum, são carismáticos e são brilhantes naquilo que fazem. Mas são forjados com o simples objetivo de destruir vidas, famílias, nações… São homens preparados na arte de matar e vivem para esse propósito. Escolhi esses homens por serem considerados como verdadeiros anti-cristos e essa é a primeira lição que devemos aprender com eles, pessoas que são lideres do mal sempre tem um fim trágico, são pessoas que são lembradas por toda a eternidade como fracassados, como assassinos. Não se pode fugir da lei da semeadura e da colheita, não se pode esconder-se dos olhos de Deus.
Napoleão era um homem de pequena estatura, mas era um grande general, ele assolou o mundo com sua mão poderosa, a família real portuguesa foi obrigada a fugir de seu país e vir para o Brasil, a quem D. Maria a louca chamava de O quinto dos infernos, com medo dele. Napoleão foi bem sucedido naquilo que fez por ser um grande estrategista e por prometer riquezas e bens aos seus soldados depois das batalhas (será que isso não te lembra alguma coisa?). Ele conquistou boa parte do continente europeu. Morreu exilado na ilha de Santa Helena, suspeita-se que foi envenenado por arsênico.
Líderes como Bonaparte estão muito em evidência hoje, são pessoas que defendem a teologia da prosperidade. Homens sem o menor compromisso com Deus nem com seus fieis, seu poder de persuasão, seu conhecimento das escrituras e de técnicas de distorção além da falta de conhecimento dos que seguem a esses homens são as armas que os mesmo usam para exercer sua liderança. O interessante e que muitas vezes nem o nome de Jesus é mencionado nos seus programas, apenas o nome da denominação. Esse tipo de gente tem um marketing pessoal digno das maiores empresas do planeta. Eventualmente são gravados orando por horas num monte, fazendo pose de espiritual, isso leva seus fieis ao delírio. Corrija-me se eu estiver errado, mas alguma vez você viu Jesus orar em público com o objetivo de atrair a atenção para si?
Já Adolf Hitler tem um perfil de liderança mais sofisticado, pois agiu de forma mais política e ideológica. Hitler estava revoltado com as imposições dos aliados depois da primeira guerra, era um artista frustrado, com seu carisma pessoa e se aproveitando do sentimento de injustiça impregnado no povo alemão pôde passar sua mensagem de forma bastante eficaz, aos pouco foi pregando idéias anti-semitas e perseguia também os ciganos, comunistas e homossexuais, é famosa a imagem de Hitler deixando o estádio de Pequim por se recusar a dar a medalha de ouro ao americano Jesse Owen (um negro) nas olimpíadas de Berlin. Na bíblia vemos um exemplo parecido com Hitler: Absalão. Ele se aproveitou das reclamações de algumas pessoas em relação a maneira com que Davi comandava o reino e arquitetou a rebelião contra seu pai.
Pessoas como Hitler e Absalão não são tão fáceis de detectar, mas são perigosamente letais a qualquer comunidade que liderem, são capazes de implantar idéias totalmente fora da palavra na mente de qualquer pessoa, eles trabalham aos poucos e seus objetivos são a médio e longo prazo, vale salientar que algumas questões podem até ser corretas e justas, mas a forma como essas questões são conduzidas é desastrosa. Hitler levou uma nação inteira a crimes hediondos para atingir seus objetivos, levou uma nação inteira a embarcar em seus loucos delírios.
Atualmente existe um estilo de igrejas que funcionam de forma diferente, são as chamadas igrejas em células, sua forma de conduzir as coisas não é errada, são diferentes, pois dá uma ênfase maior na questão dos cultos nos lares e na formação de líderes de células visando um grande crescimento em seu rol de membros, é um jeito diferente de conduzir a igreja e se torna bastante eficaz em países que o evangelho sofre perseguições. O grande problema é que alguns líderes incutem em seus fieis alguns ensinamentos anti-bíblicos, esses ensinos dão uma ênfase maior na pessoa de seu líder máximo (um Papa evangélico), a palavra dele é lei e seus ensinos também, a bíblia é colocada em segundo plano e Jesus também, o que importa é aquilo que o líder diz. Existe um homem no Brasil que começou como Pastor, depois virou apóstolo, agora é patriarca, qual o próximo grau? Vice Deus?
Osama Bin Laden tem um perfil mais identificado com pessoas de nível intelectual mais fraco, seu estilo de liderança é puramente religioso, ele lembra muito Antônio Conselheiro e o Padre Cícero Romão Batista. Osama é líder da organização terrorista Al Qaeda, que tem assustado o mundo com sua ousadia. Ficou famoso por arquitetar os atentados de 11 de setembro, que destruíram as torres gêmeas com o choque de dois aviões. O modelo Osama de liderança é cheio de regras e de preconceitos, chamamos isso de religiosidade, o líder sempre impõe determinadas regras que não representam nada de Deus, são apenas regras de homens.
Líderes como Osama são apegados as aparências, as liturgias do templo, para ele o templo é um local mágico e é o único lugar onde podemos encontrar o Senhor, pessoas assim vêem Deus como um homem que tem uma lupa e está sempre buscando desculpas para não abençoá-los e passam isso para outras pessoas, assim começam a impor conceitos e tarefas que nem mesmo eles conseguem seguir e com essa capa de homem de Deus consegue influenciar muitos fieis. As conseqüências disso podem ser duas: a pessoa se frustra em não conseguir seguir esses padrões e, por causa dessa visão equivocada que tem e Deus, acaba se desviando porque acha que não consegue agradá-lo ou ela se torna alguém como esse líder e passa até mesmo a perseguir pessoas, até mesmo àquelas que os ama, e perde de vista a singeleza de coração que outrora servia ao Senhor.
Você já viu algum líder terrorista se oferecer para ser homem bomba? Já viu Osama Bin Laden participar de um ataque junto com seus colaboradores? Você e eu nunca veremos isso, pois eles são como os fariseus da época de Cristo, foram essas pessoas que o mataram e que perseguiram seus discípulos, é gente desse tipo que ainda hoje destroem vidas e afastam as pessoas de um relacionamento sincero com Deus.
Queridos Deus não é como o pintam, é um pai extremamente amoroso que nos ama pelo que somos não pelo que fazemos. Nosso maior erro é encarar o sacrifício de Jesus apenas como Habeas Corpus.
Um Habeas Corpus é um instrumento que permite que um réu seja livre, mas que ainda o considera réu (até prova em contrário). Recentemente estava numa lanchonete tomando um caldo de cana e comecei a folhear minha bíblia nova, uma moça que estava do meu lado me perguntou se eu era religioso, respondi que não, que era evangélico, foi quando ela me perguntou o que era expiação, respondi que expiação é quando alguém que é inocente assume a culpa por alguém que é culpado, que fica claro que o culpado é mesmo culpado e o inocente é mesmo inocente, mas mesmo sendo inocente ele decide assumir a culpa do criminoso.
O sacrifício de Jesus não foi um habeas corpus, foi o cumprimento da sentença que a nós estava destinada, ele, mesmo sendo inocente e a parte que foi vitima desses crimes, decidiu morrer por nós e nos reconciliar consigo mesmo. Nem eu nem você precisamos pagar nada por essa salvação e para nos relacionarmos com Deus, pois o preço foi pago por ele. Ele não precisa de sacrifícios de autoflagelação nem mesmo de um relacionamento baseado apenas por medo, pois ele nos ama por aquilo que somos e quer que o que venhamos a fazer na obra dele seja feito por amor e não buscando algo em troca.
Aquilo que agrada Deus são valores como justiça, fé e misericórdia e esses valores estão impregnados naqueles que realmente o servem, se estão pregando um evangelho diferente pra você tenha cuidado, pois, segundo a bíblia é anátema!
Quem nunca encontrou ao longo da vida com líderes como Napoleão, Hitler e Bin Laden? Quem nunca foi alvo de sua sedução ou vítima de sua ira e perseguição? Infelizmente eles estão por ai nos templos e nas casas, mas a questão principal é: como lidar com eles?
Devemos agir diferente daquilo que eles vivem, devemos ser diferentes deles, não compactuar com eles, mas também não organizar levantes contra eles, não jogar o povo contra eles porque se fizermos isso estaremos nos rebaixando ao seu nível, devemos ser como Davi que soube a hora de partir da presença de Saul, que não ignorou o pecado dele, mas simplesmente esperou que o Senhor tomasse as atitudes que deveriam ser tomadas e Deus as tomou, não no tempo que Davi queria e sim no seu tempo. É complicado esperar esse tempo, eu mesmo estou numa situação que muitas vezes me dá vontade de ir atrás dessa pessoa e confrontá-la. Tive vontade de fazer como Eliseu, que amaldiçoou os jovens que zombaram dele e que foram comidos por um urso, tenho vontade de fazer como Paulo, que entregou Alexandre, o latoeiro a satanás para que ele não blasfemasse mais, mas queridos o que posso dizer é que não é pecado se sentir assim, mas é pecado fazer aquilo que seu coração irado deseja, Paulo e Eliseu foram homens de Deus, mas erraram feio nessas ocasiões.
O que faz um líder ser de Deus é sua capacidade de obedecê-lo mesmo não o entendendo e nem mesmo concordando com ele, é se submeter a ele por amor e estar aberto a restauração espiritual e ao amor que ele certamente quer que você sinta por pessoas como Osama, Hitler e Napoleão porque essas pessoas na verdade não passam de pobres coitados que estão destinados a um fim trágico caso não mudem de atitude, responderão pelas almas perdidas, pelos relacionamentos quebrados, pelas falsas doutrinas e tudo mais, mas no tempo de Deus, não no nosso.
O mundo carece de pessoas chamadas por Deus, precisa de pessoas que os mostrem o Deus verdadeiro, o pai amoroso e o Senhor que nos abençoa, não pelo que azemos ou damos a ele, mas pelo que somos, todos os dias somos bombardeados com pessoas que afastam os outros de Deus e que são verdadeiros instrumentos de satanás, Osamas, Hitlers e Napoleões, precisamos sair da caverna e mostrar ao mundo que Deus é bom, nos ama e quer habitar em nós, nos fazendo pessoas melhores, pessoas felizes e livres, e ai? O que acham de tentar?
Autor: Alex Magno da Paz
Cântico Certo, Lado Errado
Israel encontrava-se em situação dificílima e sem esperança. Eles se encontravam em uma cilada, com o Mar Vermelho diante deles e montanhas à direita e à esquerda.
Um faraó furioso e seus carros de ferro se aproximando por trás. Essa é uma história muito familiar que você tem ouvido a vida toda na igreja. Os filhos de Israel foram guiados por Deus à uma crise horrível onde foram cercados por inimigo feroz. Por incrível que pareça, o Senhor havia guiado o Seu povo propositalmente à essa situação precária.
Creio que esta é uma historia de grande importância para a igreja hoje – em verdade para esse momento da historia. Israel estava cercado, aparentemente sem esperança. E isso causou pânico em todo o acampamento de Israel. Esposas e filhos choravam, se apertando junto aos pais e avós.
Um grupo de anciãos irados veio sobre o líder Moisés, acusando, “Por acaso não havia tumbas suficientes no Egito? Você nos arrastou até aqui para morrermos. Lá no Egito lhe dissemos para nos deixar em paz. Antes sermos escravo do faraó do que morrer nesse deserto miserável!”.
Imagino se Moisés pode ter tido um momento de apreensão naquela hora. Imagino-o pondo-se de joelhos, clamando, “Senhor, o que está acontecendo? Como é possível que essa seja a Tua vontade para conosco?”. No entanto, parece que Deus o repreendeu ao responder, “Por que clamas a mim?” (Êxodo 14:15).
Surpreendentemente, naquele momento negro Deus operava um milagre de livramento para Israel. Repentinamente os ventos foram movidos tão poderosamente que dividiram o mar em dois. Com uma rota de fuga milagrosa diante deles, o povo cruzou o mar em terra seca. Então, quando Faraó e seu exercito tentou segui-los, as ondas tombaram e os afogaram nas atrozes águas.
“Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egípcios; pelo que o povo temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo” (Êxodo 14:30 e 31).
Recomendo que você note a seguinte palavra nessa passagem, pois ela é o coração da minha mensagem: “(Quando) Israel viu a grande obra que o Senhor operara… então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor” (14:31- 15:1, itálicos meus).
Quando os israelitas viram o que acontecera, irromperam com toque de tamborins e começaram a cantar um glorioso cântico de louvor a Deus. “Cantarei ao Senhor porque gloriosamente triunfou… o Senhor é a minha força e o meu cântico; ele tem se tornado minha salvação… eu o exaltarei… Quem entre os deuses é como Tu, ó Deus? Quem é como Tu… admirável em louvores, operando maravilhas?” (15:1-2, 11).
Era o cântico certo, mas o povo de Deus o cantava do lado errado O cântico de vitória dos israelitas não foi entoado do lado certo – isto é, no lado do teste – do mar Vermelho. Ao contrário, foi entoado depois que viram o poder de Deus operando – depois do livramento. “Então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor” (Êxodo 15:1, itálicos meus). Todavia, as pessoas diziam umas às outras, “Que grande testemunho! Pense bem. Esse milagre será comentado pelos ímpios e pagãos do mundo. Eles saberão que nosso Deus é todo poderoso!”. “Os povos o ouvirão, eles estremecerão… Então os príncipes de Edom se pasmarão; dos poderosos dos moabitas apoderar-se-á um tremor, derreter-se-ão todos os habitantes de Canaã” (15:14-15). Quão seguro e poderoso o povo de Deus deve ter se sentido naquele momento. Eles cantaram sobre como seriam temidos e respeitados dali em diante.
Era como se dissessem, “Esse é bem um testemunho poderoso. Podemos nos gabar de Deus ter nos livrado de uma situação totalmente sem esperança. Todos saberão que o Senhor é conosco com Seu incrível poder e força”. No entanto, esse testemunho não era dos israelitas. Era somente de Deus. O Senhor disse, “Glorificar-me-ei em Faraó e em todo seu exército… e os egípcios saberão que eu sou o Senhor” (14:17-18). Deus fez com que o Egito conhecesse o Seu poder. Enquanto isso, Israel era reprovado em seu teste.
Somente Moisés tinha o direito de cantar no lado da vitória do apuro. Em termos simples, o povo estava cantando o cântico certo do lado errado. Eles tinham um testemunho do livramento de Deus, mas nenhum testemunho de confiança Nele. Você entende? Esse cântico – o cântico de fé – era um cântico que Deus queria muito tê-los ouvido cantando no lado da prova.
Qualquer um consegue cantar depois que a vitória chega. Até mesmo os maiores incrédulos são capazes de oferecer cânticos de jubilo uma vez que Deus tenha-lhes provido livramento. Mas tal cântico não é um testemunho de fé. A grande necessidade dessa hora é a de cristãos que aprenderam a cantar o cântico de livramento no lado da provação Gideão tinha apenas um pequeno exército de 300 homens; no entanto, ele bradou em fé antes da batalha.
Como o Senhor deve ter ansiado para que um Gideão se levantasse naquele acampamento aterrorizado no mar Vermelho, e lembrasse a todos da fidelidade de Deus para com eles no passado. Veja bem, no que se refere ao Senhor, a hora de se levantar é no momento mais negro.
É quando tudo parece sem esperança, quando não aparece nenhuma saída, quando somente Deus pode salvar e livrar. Os apuros de Israel no mar Vermelho foram provocados por Deus como uma experiência de aprendizado para eles, um momento para construírem sua fé.
A fé não estaria sendo testada de outra maneira se tudo estivesse correndo de modo suave. Se ao menos Israel tivesse lembrado dos milagres que Deus operara no Egito em favor deles. Se ao menos tivessem crido em Sua palavra quando diz que os conduziria em Seus braços tal como um pai carrega o filho.
Se ao menos alguns deles tivessem começado um cântico de adoração – a mesma canção que foi entoada mais tarde do lado errado. Se ao menos o povo tivesse confiado no Senhor, bradando, “Ele é a minha força! Meu Deus triunfará. Quem é como Tu, ó Senhor?”. Diga-me, o que teria acontecido? Eles teriam estabelecido uma fé forte e duradoura em Deus – uma fé testada e provada pelo fogo da provação.
A fé teria emergido tão inabalável que os faria suportar cada luta na jornada pelo deserto logo adiante. Eles teriam obtido um alicerce de fé sobre o qual iriam construir. E com o passar do tempo, teriam aprendido a louvar a Deus confiantemente em todas as circunstâncias, com uma fé tão forte que o inferno teria estremecido. Mas Israel não cantou.
Ao invés disso, eles se amuaram. Eles murmuraram e reclamaram. Eles acusaram Deus de negligente. E perderam toda confiança em Seu amor e interesse por eles. Você pode perguntar, “Como se pode cantar o livramento quanto se está sofrendo tanto quanto Israel?” Alguns leitores podem dizer, “Não é natural cantar nessas circunstâncias. Somos apenas humanos. Se estivéssemos no lugar de Israel, teríamos reagido da mesma forma. Teríamos chorado de medo. É completamente natural pensar na família, esposa e filhos, quando se enfrenta tamanha provação”.
Que não se entenda mal: nosso Deus é um Pai terno e amoroso. Há tempo de chorar, tempo para dar vazão aos nossos medos. E agora mesmo muitos no corpo de Cristo estão oprimidos pelo medo do futuro, medo de como vão superar essa situação. Como pastor de uma igreja por mais de vinte anos, não encaro isso de modo leviano. Com freqüência tenho orado, “Senhor, estás pedindo que o Teu povo se alegre estando desempregados e perdendo suas casas? Eles estão em desespero por conta do sofrimento. Eles não têm vontade de cantar. O Senhor não poderia aliviar um pouco?”.
Ao longo dos evangelhos vemos o Senhor repreendendo os discípulos por falta de fé, dizendo, “Onde está a sua fé?”. É uma cena que já vimos vez após vez. No entanto, creio que o Senhor não estava repreendendo Moisés quando lhe disse, “Por que clamas a mim?”.
Ao contrário, Deus não aceitou passivamente os insultos do povo. Insinuaram que Ele permitiria que os filhos deles seriam devorados pelo inimigo. E Ele foi ofendido com as acusações deles. “E as crianças que vocês disseram que seriam levadas como despojo, os seus filhos que ainda não distinguem entre o bem e o mal, eles entrarão na terra. Eu a darei a eles, e eles tomarão posse dela” (Deuteronômio 1:39).
Quando estamos feridos devemos de todas as formas clamar ao Senhor. Quando estamos angustiados com uma situação devemos orar, “Senhor, socorro!”. Devemos levar a Ele todas as nossas dores e desapontamentos, pois Ele deseja nos ouvir. Então, depois de derramarmos nossos corações,
Ele deseja que nos levantemos com fé, encaremos nossa luta e proclamemos, “Não posso fazer nada por mim mesmo. Deus é a minha força. Portanto, não temerei. Me aquietarei e verei a salvação do Senhor”.
Israel entoou um cântico de vitória depois do livramento. No entanto, eles cantaram não com fé, mas com alívio. Era um cântico sem embasamento de confiança. Isso foi revelado três anos mais tarde, quando Israel voltou aos velhos caminhos de dúvida e medo diante da próxima provação.
Amado, temos um Pai terno e amoroso que é tocado pelo sentimento de nossas enfermidades. Até mesmo Jesus chorou em Seu momento de luta; Ele conhece a nossa dor por experiência própria. E enviou Seu Espírito Santo para nos confortar, afirmando esperança e paz à nossas almas. O mundo requer de nós um cântico em meio à nossas horas mais difíceis “Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas, pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estrangeira?” (Salmos 137:1-4). Esse salmo está descrevendo o cativeiro de Israel pelos babilônicos. À essa altura o povo de Deus perdera tudo, incluindo sua terra natal. Agora os apreensores queriam ouvir os cânticos de vitória que os israelitas eram famosos por entoar. “Cantem para nós! Toquem para nós os seus cânticos tão conhecidos.
Ouvimos falar dos grandes cânticos de vitória que vocês oferecem ao seu Deus. Cantem-os para nós”. Amado, o mundo ainda reivindica um cântico de vitória do povo de Deus. Isso soa como desafio para nós. O que eles realmente querem saber é o seguinte, “Como você vai reagir na crise de agora? Ouvimos que o seu Deus é fiel e todo-poderoso.
E nesse momento você está numa situação terrível. Então, vai parar de cantar? Ou você confia no seu Deus numa hora dessas? Antes de chegar à essa situação, você cantava sobre a fidelidade dEle. Era mentira? Por que não agora? O teu Deus mudou? Aquilo era você cantando fábulas? Os seus cânticos de vitória eram simplesmente fantasia de criança? Ou será que a sua fé agüenta quando a dureza chega?”. Não acredito que essa reivindicação foi feita apenas por escárnio.
Creio que os babilônicos queriam ouvir um testemunho. A sua própria religião os deixara vazios, áridos, sem esperança. Sabemos pela palavra de Deus que não há paz para os perversos. E o mundo quer a paz assim como nós.
Quando leio esse salmo, creio que os babilônicos estavam desesperados. Eles tinham ouvido falar do Deus de Israel, esse Deus que operava milagres, que se preocupava com Seu povo, que lhes era uma forte torre de segurança. Esses captores queriam tal testemunho verdadeiro para si mesmos.
Quase ouço um apelo deles dizendo: “Por favor, cantem para nós os cânticos alegres que vocês cantavam em Sião. Mostrem-nos um Deus que tenha o poder de dar esperança nos dias negros. Se Ele é o Deus de vocês, por que estão chorando agora? Onde está a paz de vocês, a alegria? Onde está a força dEle em favor de vocês?”.
Os babilônicos precisavam ver o povo de Deus cantando um cântico de vitória em meio à sua noite de maior desolação. Eles ansiavam ver um testemunho que traria paz ao coração não importa o que estivesse acontecendo. Imagino-os dizendo, “Vocês poderiam nos mostrar um milagre, mas isso não importaria.
Não nos importamos em ver paralíticos andando, ou cegos tendo as vistas restauradas. Só queremos ver um povo cujo Deus seja fonte de paz quando tudo dá errado. Esse é o milagre que precisamos”. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Isaías 26:3). Amado, esse é o mesmo milagre, a maravilha sobrenatural, que o mundo quer ver nesse momento. Os israelitas cativos eram um testemunho deplorável da fidelidade de Deus Os israelitas que foram presos na Babilônia se recusavam a cantar.
Evidentemente não tinham aprendido nada de suas experiências anteriores. Qualquer teste que houvessem encarado fôra em vão. Todos os avisos, profecias, e mensagens de esperança do Senhor foram desperdiçados com eles. Então os babilônicos foram embora consternados.
Eles devem ter dito entre eles, “Esses israelitas não são diferentes de nós. Eles supostamente deveriam ter um Deus poderoso, mas claramente Ele é incapaz de lhes dar alegria em tempos árduos. Que vantagem há em buscar um Deus assim? Simplesmente não há esperança na terra.
Quando tempos difíceis os atingem, os israelitas caem em desespero da mesma forma que nós”. Amado, esse mundo não responde a grandes sermões. Os programas das igrejas não os afetarão. Depois de verem tantos “milagres da medicina” sendo desenvolvidos na vida até mesmo a cura tem impacto pequeno. Eles viram membros reimplantados novamente, transplantes de coração, olhos, fígado, pulmões, curas que de fato a sabedoria de Deus torna possível.
O que o mundo anseia é a visão de um cristão que esteja sendo testado profundamente – alguém que esteja com problemas, encurralado, sem saída – e no entanto, cante. Esse cristão se alegra, confiando no seu Deus. Ele não reclama da situação. Pelo contrário, ele canta as fidelidades do Senhor.
Ele não confia nem no homem e nem em circunstâncias, mas em Deus. Esse é o milagre que ganhará os perdidos: o milagre da paz genuína em tempos difíceis. Por quê? Os mundanos e perversos também estão em situação difícil, e querem esperança. As nossas dúvidas devem receber um golpe de morte no lado da provação, caso contrário nos tornaremos murmuradores confirmados.
Cânticos de vitória entoados depois da vitória não são cânticos de fé verdadeiros. Por quê? Porque as nossas dúvidas não receberam um golpe de morte com a experiência. Veja, quando experimentamos um livramento vitorioso, temos uma torrente temporária de ação de graças; ficamos naturalmente alegres pois nosso Deus agiu misericordiosamente em nosso favor apesar das nossas dúvidas. No entanto, o que acontece com nossas dúvidas depois? Elas são apenas submergidas ainda mais no fundo do coração.
Caro santo, o fato é que Deus lhe conduziu para a sua presente situação. Você está cercado de obstáculos por todos os lados – com algo semelhante a um inimigo chegando cada vez mais perto. E como Moisés você pode estar dizendo: “Senhor, tens me guiado fielmente toda a minha vida. Mas não entendo o que estou passando. O futuro parece tão sombrio”.
Agora mesmo estamos vivendo um tempo de caos que o mundo jamais viu. E Satanás está usando o medo para atormentar multidões. Bem em meio a esse tempo, nosso Deus está chamando Seu povo, dizendo: “Como vocês vão encarar isso? Vocês vão crer em Minhas promessas apesar de tudo que lhes cerca? Vocês vão crer em Mim apesar dos seus mais profundos medos?”. Para fazer isso, temos que fixar nossas mentes no Senhor.
“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” (Isaías 26:3).
A nossa vontade tem de estar envolvida nisso. Não importa quão inacreditavelmente negra se torne nossa situação, algo dentro de nós deve se levantar com fé e dizer, “Não, Diabo. Não, mundo. Eu vou confiar Naquele que tem fielmente me livrado todas as vezes”. É quando a perfeita paz chega. É concedida pelo próprio Senhor, que se agrada de nossa confiança Nele. Então, enquanto o caos reina em toda a volta, as nossas vidas afirmarão a poderosa mensagem de Sua alegria. Ele nos deu um cântico para cantarmos ao mundo: “O Senhor é fiel. Ele livra o Seu povo!”.
A Alegria do Senhor é a nossa força…
“A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10).
No momento que essas palavras foram proclamadas, os israelitas tinham acabado de retornar do cativeiro na Babilônia. Sob a liderança de Esdras e Neemias, o povo tinha reconstruído as arruinadas muralhas de Jerusalém. Agora tinham como objetivo restabelecer o templo e restaurar a nação.
Neemias convocou uma reunião especial na praça diante das portas das águas, dentro dos muros reconstruídos de Jerusalém. “Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante das portas das águas” (Neemias 8:1). Alguns estudiosos acreditam que essa reunião ajuntou uma multidão de 50.000 pessoas.
Primeiro veio a pregação da Palavra de Deus. As escrituras dizem que o povo estava ansioso para ouvi-la: “E disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés… Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens e mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento” (Neemias 8:1-2).
Essas pessoas não precisavam ter a Palavra de Deus os encorajando. Um consenso de anseio tinha se desenvolvido entre eles. E estavam totalmente preparados para se submeter à autoridade da Palavra de Deus, querendo ser governados por ela e se moldar à sua verdade.
Incrivelmente, Esdras pregou para a multidão por cinco ou seis horas, “desde a alva até o meio dia” (8:3). No entanto, ninguém presente sentiu o tempo passar. Ao invés disso, “os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei” (8:3).
Que cena incrível. Creio que seria difícil encontrar tal ocorrência na igreja moderna. No entanto, uma restauração verdadeira jamais pode ter lugar sem essa voracidade pela Palavra de Deus.
Não se engane, naquele cenário na praça das portas das águas em Jerusalém não houve nenhuma pregação eloqüente. Esdras não trouxe um sermão sensacional. Ao contrário, ele pregou diretamente das escrituras, lendo-a por horas intermináveis e explicando seu significado. E à medida que ouvia, o povo se entusiasmava.
Às vezes Esdras ficava tão atônito pelo que lia que parava para bendizer “ao Senhor, o grande Deus” (8:6). A glória do Senhor descia poderosamente e todos erguiam suas mãos em louvor: “E todo o povo, levantando as mãos, respondeu: Amém, amém!” (8:6). Em arrependimento e quebrantamento, “inclinando-se, adoraram ao Senhor, com seus rostos em terra” (8:6). Então se levantavam para experimentar mais.
Não houve manipulação vinda do púlpito, nenhum testemunho dramático. Não houve nem mesmo música alguma. Essas pessoas simplesmente tinham ouvidos para ouvir tudo que Deus lhes dizia.
Querido, creio que hoje o Senhor deseja se mover no meio do Seu povo da mesma forma. No entanto, o tipo de reavivamento e restauração que vemos acontecer com o povo de Deus em Neemias 8, requerem um ministério e uma igreja tão entusiasmados pelas escrituras quanto Esdras.
Também requer um povo que tenha exatamente a mesma ansiedade por ouvir a Palavra de Deus e andar nela. Até mesmo o pregador mais fervoroso não pode sacudir uma igreja complacente se esta não estiver com fome de ouvir a verdade de Deus.
O resultado dessa pregação poderosa foi uma onda contínua de quebrantamento entre os ouvintes
Metade de um dia de pregação não foi suficiente para os famintos israelitas. Eles queriam ainda mais da Palavra de Deus. Eles formaram grupos, com dezessete presbíteros ao lado de Esdras liderando-os em estudos bíblicos pelo resto do dia.
“E explicavam ao povo a lei… Assim leram o livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura” (Neemias 8:7-8).
Conforme o povo ia compreendendo a lei de Deus, começava a lamentar por seus pecados. “Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei” (8:9). Tente visualizar: 50.000 pessoas se prostrando, lamentando suas transgressões em uníssono. Tal como um martelo, a Palavra de Deus tinha quebrado o seu orgulho, e o choro deles ecoou além dos montes por quilômetros.
Pergunto: é disso que se trata um despertamento? Uma palavra tão penetrante que as pessoas são levadas a se ajoelhar, chorando e se arrependendo diante de Deus? Eu mesmo já vivenciei experiências com reuniões tão santificadas como essa. A segunda vinda de Jesus era pregada com tanto poder e autoridade em nossos retiros que todos eram convencidos de que Cristo poderia retornar a qualquer momento.
No entanto, por mais genuínas que essas manifestações fossem, por si nenhuma delas pode atrair pecadores para a casa de Deus.
Imagine uma pessoa não convertida tentando se manter firme sob os estresses da vida, com problemas matrimoniais, machucada e confusa, temendo sua vida não ter sentido. Essa pessoa não tem alegria, não tem esperança. Nada que ela experimente satisfaz sua sede interior. É a manifestação da genuína alegria de Jesus que a toca em meio à sua dor e sofrimento.
Precisamos entender: o avivamento junto às portas das águas em Jerusalém não foi para os pecadores. Foi para os filhos de Deus desviados. O Senhor estava tentando restaurar o Seu povo, livrá-lo da escravidão e batizá-lo com alegria para o fortalecer. Em verdade, o testemunho que Ele quer produzir no Seu povo é uma alegria duradoura e genuína. “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10). Essa alegria, que provém do arrependimento verdadeiro e da confiança na Palavra de Deus, traz força ao Seu povo e atrai os pecadores para a Sua casa.
Eu creio que essa alegria profunda e permanente está largamente em falta hoje. Tenho ouvido cristãos dizendo: “Oramos por um reavivamento em nossa igreja”. No entanto, isso não pode acontecer somente pela oração. Não pode haver qualquer despertar a menos que o povo anseie diligentemente pela Palavra de Deus. E precisam se comprometer a ter suas vidas completamente governadas pelas escrituras. Simplesmente não podemos obter a alegria celestial enquanto a pura Palavra não nos convencer de nossa apostasia.
Quando Davi desobedeceu, ele perdeu a alegria do Senhor. Essa alegria só poderia ser restaurada através de arrependimento genuíno. E Davi sabia disso; então orou, “Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões; e meu pecado está sempre diante de mim… Purifica-me” (Salmos 51:2-3, 7). Davi também orou para recuperar o que havia perdido: “Restitui-me a alegria da tua salvação” (Salmos 51:12).
Quando a Palavra de Deus é reverenciada, o resultado é um derramamento da genuína “alegria de Jesus”
Esdras falou as multidões basicamente, “Vocês ansiavam pela Palavra de Deus e permitiram que ela trabalhasse em seus corações. Vocês se arrependeram e choraram, e Deus se agradou. Mas agora é hora de júbilo. Tirem seus lenços e enxuguem as lágrimas. É hora de se alegrar!”.
A glória do Senhor caiu sobre Israel, e o povo gastou os setes dias seguintes se alegrando: “Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (Neemias 8:12).
A palavra hebraica para “regozijo” aqui significa “alegria, felicidade.” Isso não é apenas uma sensação boa, mas uma profunda exuberância interior. Fica claro para todos em volta que esse manancial de alegria veio do céu.
Para manter a alegria do Senhor em Seu povo Israel, Deus conclamou uma obra ainda mais profunda na nação
Deus tinha ouvido o lamentar dos israelitas e havia lhes mostrado misericórdia. Havia transformado o pranto em gozo, permitindo-lhes gritar e se regozijar. E agora Ele os conclamava a se ajuntar em outra reunião. Em suma, se a alegria de Israel era para ser mantida – se não era para se perder de novo – Deus teria de cavar um pouco mais fundo.
Certas áreas da vida do povo ainda não estavam em conformidade com Sua Palavra. No entanto Deus tinha permitido que todos se alegrassem por um tempo, pois queria que soubessem que eram amados e estavam seguros. Agora, durante esse estado de aceitação e alegria, Ele pede que todos se comprometam à uma separação ainda maior do mundo.
Deus diz à essas almas jubilosas, “Me agrado de vocês. Vocês reverenciaram Minha Palavra, se arrependendo de seus pecados, se alegraram na Minha misericórdia se comprometendo a Me obedecer. Agora, é hora de vocês agirem no Meu amor. Quero que vocês se separem totalmente, que rompam completamente com a influência mundana que penetrou em seus corações e lares”.
O fato puro e simples é que o povo de Deus não pode seguir adiante para a plenitude em Cristo se progressivamente não nos separarmos do espírito desse mundo. Se não estivermos nos tornando mais ligados às coisas celestiais e menos presos aos prazeres do mundo que nos cercam, também teremos a nossa alegria de salvação esvaziada. A triste verdade é que muitos crentes são incapazes de gozar da salvação porque negligenciam obedecer a Palavra de Deus. Obediência à Sua Palavra é onde as bênçãos e alegria começam!
Israel não queria perder o grande espírito de júbilo. Então se reuniram novamente para obedecer a Deus nessa questão: “E os da linhagem de Israel se apartaram de todos os estrangeiros, puseram-se em pé e confessaram seus pecados e as iniqüidades de seus pais” (Neemias 9:2). “Convieram num juramento sob pena de maldição de que andariam na lei de Deus… de que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos” (10:29-30).
Note que as circunstâncias e as lutas de Israel não mudaram; Deus o mudou. Neemias traz a um Israel alegre a lembrança de como Deus tinha sustentado seus pais no deserto. O Senhor tinha derramado misericórdias de diversos tipos sobre eles. Ele os ensinara através de Seu Espírito e os guiara pela nuvem e pela coluna de fogo. Ele havia de maneira sobrenatural sustentado-os com maná e água. E milagrosamente, não permitiu que suas roupas ou sandálias se gastassem (ver Neemias 9:19-21).
Da mesma forma hoje, Deus promete derramar essas mesmas misericórdias sobre Seu povo. Em meio às nossas aflições, devemos mansamente ir à Palavra de Deus e orar para que o Espírito Santo a escreva em nossos corações. É assim que começamos a entrar em Seu descanso e paz.
No entanto, podemos ainda escolher viver no deserto como Israel escolheu. Neemias chama atenção que os pais de Israel tinham ignorado a lei de Deus: “Foram desobedientes, e se rebelaram contra ti, lançaram a tua lei para trás das costas… não obstante por muitos anos os aturaste… todavia eles não quiseram dar ouvidos” (Neemias 9:26, 30).
Somente a alegria do Senhor nos supre com verdadeira força. Podemos falar de nossos dez ou vinte anos de caminhada com Cristo, mas se não estamos confiando no Espírito Santo para vivificar a Palavra de Deus a nós, a nossa alegria terá vida curta. Devemos continuamente ansiar por Sua Palavra; que é onde a alegria começa e continua.
Como mantemos a alegria do Senhor? Fazemos isso da mesma forma que obtemos Sua alegria no começo: amamos, honramos e ansiamos por Sua Palavra. E continuamente andamos em obediência através do poder do Espírito Santo.
Como nota pessoal, digo que encontrei gratidão e paz em meu próprio coração no dia que afirmei a minha posição em Cristo. Aconteceu quando cri totalmente que em Cristo eu podia ir corajosamente ao trono de Deus com segurança. Eu já não estava sendo acusado de pecado, não havia ira alguma me encarando. O julgamento pelos meus pecados jamais cairia sobre mim novamente porque Deus já os tinha julgado através de Seu filho na cruz.
Hoje, o povo de Deus tem o que os santos do Velho Testamento não conseguiam sequer conceber: uma justiça unicamente pela fé e não por obras. Além disso, temos uma paz bendita ao saber que Deus não nos imputa o pecado porque estamos em Cristo. Isso é a Palavra viva de Deus; isso é crer nas escrituras. Essa é a esperança que leva um crente à uma alegria, paz e descanso inexplicáveis. E essa alegria é a nossa força diária, nossa porção para enfrentar todas as nossas aflições!
Que o nosso precioso Senhor possa lhe levar a esse estado de repouso em todas as suas provações. E que a alegria dEle se torne a sua força. Amém!
Culto de Oração
“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.”
2 Crônicas 7:14
Muitas vezes esta passagem é enfatizada quando falamos sobre os problemas com países e governos. Mas vamos lembrar que sua aplicação mais verdadeira deve ser encontrada dentro de nós e nas nossas congregações. Podemos começar um reavivamento na nossa família se nos comprometermos à oração diária, jejum semanal e corações ansiando por Deus para entrar no nosso mundo para transformá-lo.
Diante desta visão, a Igreja Batista Palavra da Vida criou o “Culto de Oração”, onde em todas as terças-feiras às 19:30hs., estaremos num Culto de Intercessão, orando e clamando por nossas famílias.
Participe! Coloque-se na brecha, e veja Deus manifestar o seu poder.
Como mover montanhas?
Como mover montanhas?
“E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes. E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira, que tu amaldiçoaste, se secou. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis.”
Esta passagem é muito conhecida e amada pela igreja de Cristo. Enquanto eu a lia recentemente, Deus não me deixou passar por ele sem a examinar atentamente. Agora eu pude ver uma poderosa verdade espiritual que eu não havia visto anteriormente
Jesus estava nos últimos dias de seu ministério. Ele já havia limpado o templo, expulsado os cambistas. Agora ele gastando tempo com os seus discípulos, para prepará-los como pilares da igreja primitiva. Neste exato momento eles ainda estavam meio incrédulos, “vagarosos para acreditar”, homens de pequena fé. Jesus já havia repreendido eles pela sua incredulidade várias vezes dizendo, “vocês não estão vendo?” Ele viu em seus corações um obstáculo que tinha de ser removido, ou eles nunca estariam aptos a guiar a igreja.
Enquanto eles passavam pela figueira estéril, Jesus a amaldiçoou: “E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto.” (Marcos 11:14). Depois o grupo passou pela figueira novamente, e “E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira, que tu amaldiçoaste, se secou.” (Marcos 11:21).
Jesus deu a Pedro uma resposta tremenda, disse-lhe simplesmente “Tende fé em Deus”.
Nós sabemos pela resposta de Jesus, que a mensagem a seguir seria sobre fé.
A figueira ressecada foi outro sermão ilustrado de Jesus. O que a planta seca representava?
Ela significava a rejeição de Deus pela forma com a qual a velha religião atuava em Israel. Aquele sistema estava tentando ganhar a salvação e o favor de Deus através de esforços humanos e vontade pessoal.
Algo estava para nascer em Israel: Uma igreja aonde o povo de Deus viveria totalmente pela fé. Salvação e vida eterna seriam alcançadas somente pela fé.
Realmente, andar diariamente com Jesus seria uma questão de fé. No entanto, até aquele ponto, o povo de Deus não sabia nada sobre viver da fé.
A religião deles era baseada em atuações: aparecer na igreja, ler a Torá, guardar uma extensiva série de regras. Mas agora Jesus estava dizendo, “aquele velho sistema havia acabado, prestes a ser julgado.”
Um novo dia estava amanhecendo: a igreja da fé estava nascendo.
A verdade é, desde o começo Deus tinha visto um povo que viveria diante dele sem medo.
Ele queria seus filhos descansando em corpo, alma e espírito confiando completamente em suas promessas. O chamado de Deus para “entrar em meu descanso”. Então ele guiou seu povo a uma terra estéril, um deserto, aonde não havia água, comida ou recursos para o sustento, dando apenas sua promessa para os guardar.
A mensagem de Deus para Israel era simples, “tenham fé em mim”. Ele os chamou para colocar toda a sua confiança nele, para que ele fizesse o impossível por eles.
Mas de acordo com o escritor aos Hebreus, o povo de Deus naquela época nunca entrou no seu descanso, porque eles não confiaram em suas promessas. Nós somos avisados para ter cuidado, senão nós também falharemos em entrar no descanso de Deus pela incredulidade.
A “montanha” diante do povo de Deus foi e sempre será a incredulidade.
Na passagem da figueira, Jesus referia-se a uma montanha sem nome: “Porque em verdade vos digo que: qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito” (Marcos 11:23)
Nós não sabemos que montanha Jesus estava falando aqui.
Nós temos dado muitos nomes às montanhas em nossas vidas: a montanha do pecado, da doença, do medo, do desencorajamento.
A verdade é, todas essas montanhas nascem da incredulidade. Jesus estava dizendo aos seus discípulos, da mesma forma que ele nos diz hoje: “Incredulidade é como uma montanha escondida no seu coração que não pode ser movida. Ela tem que movida. Ela tem que ser lançada, ou Eu não posso agir na sua vida.”
O próprio Jesus não pôde realizar milagres numa determinada cidade por causa da incredulidade das pessoas: “E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.” (Mateus 13:58)
Isso é uma grande verdade na igreja de Cristo hoje:
Onde quer que haja incredulidade, Jesus é incapaz de agir. Incredulidade sempre será um impedimento para Deus abençoar em toda a sua plenitude. Jesus está dizendo para nós:
“Eu não posso resolver o impossível em sua vida – enquanto a montanha da incredulidade estiver diante de você.
Neste dia, o SENHOR quer agir de forma sobrenatural em sua vida, mas para isso, é necessário que você remova qualquer vestígio de incredulidade e creia no Poder de Deus para, através da fé, remover as montanhas que se apresentarem em sua vida, não importa que seja a montanha dos problemas familiares, das finanças, do pecado.
O que importa é que Deus te ama e quer agir como um pai amoroso em sua vida.
Deus te abençoe!
Pr. Alexandre
Seja bem-vindo! Que Deus te abençoe nesta visita…
Este blog visa a edificação espiritual de todos aqueles que procuram a Deus em sinceridade de coração.



